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ME MACHUQUEI. E AGORA?

Recentemente, estava em casa, o telefone tocou e, quando me virei para atender, meu joelho estalou feio e veio uma dor insuportável. Imaginei que botando gelo e descansando um pouco fosse melhorar. #SóQueNão. E logo quando me preparava para mais uma ultramaratona!

Fiz a ressonância, e o resultado deu indicação cirúrgica. Pensei em deixar para fazer a cirurgia depois da prova, já que faltava pouco mais de um mês, mas conversando com meus ortopedistas e amigos, Marcos Zalcman e Roberto Nahon, e com outro amigo, o professor Renato Meireles, ficou claro que a decisão mais acertada era entrar na faca o quanto antes.

Foi o que fiz. Operei num dia e pouco tempo depois já estava na sala de musculação. E, em mais uns dias, fui para o transport. Mais outros dias, escada e… finalmente fui correr na rua.

Logo que comecei a correr, uma forte dor me fazia mancar e, independente do esforço e concentração, não conseguia manter uma mecânica correta. Assim, faltando menos de um mês para a prova, todo o planejamento virou pó. E com o pó, a insegurança e o banho de água fria. Será que todo o preparo e esforço investido vão por água abaixo? Não!

Assim como nas ultras, durante a recuperação, a determinação, o foco e a motivação são fundamentais. Muitas vezes, mais importantes que os aspectos físicos.

Meu treinamento passou a ser correr na piscina. A pequena piscina de hidroginástica se tornou meu local de treinamento e meu playground. Foi lá que dei milhares de voltas, procurando mentalizar situações de prova que já tinha participado e locais visitados, me transportando para a corrida que viria, com um sorrisinho de contentamento e me divertindo, testando movimentos que pudessem me preparar para a corrida, mas na velocidade de um astronauta.

Também busquei textos e livros motivacionais e inspiradores. Por exemplo, o Osho, que é um de meus autores prediletos. E me dediquei a caprichar ainda mais no planejamento e logística da prova.

Fui para a prova ainda inseguro, levei vários remédios para dor e, para minha surpresa, não usei nenhum e pude redescobrir a corrida sem dor.

No fim, deu tudo certo. Sempre dá! É sempre importante conversar com seu médico para saber como proceder. Como estou sempre me exercitando, esta preparação funcionou. E eu tinha o apoio dos meus médicos. E vocês? Têm alguma história de superação envolvendo lesões?Compartilhem com a gente.

Abraços e bons ventos!

  • é professor de Educação Física e empresário. Participa de provas longas de corrida de aventura desde 2003 e de ultramaratonas desde 2007, entre elas, a corrida de aventura na Patagônia Chilena, com 1.112km. Mauro Chasilew

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