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Superação e muito trekking ate o acampamento base do Everest

Superação é muito trekking ate o acampamento base do everest

Superação e muito trekking ate o acampamento base do Everest

Recentemente, assisti a uma palestra na On The Rocks da minha amiga Marcela Lins sobre a expedição que ela liderou até o acampamento base do Everest.

O Everest é a montanha de maior altitude da Terra. Com 8.848m acima do nível do mar, é uma inspiração para muitos que desejam alcançar seu cume. A Marcela é guia de turismo e nutricionista. É apaixonada por montanhas desde cedo. Perguntei o que a impulsionava em suas atividades de montanha. A resposta dela encaixa com minhas impressões enquanto corredor de aventura e ultramaratonista:

“Em áreas mais remotas, surgiu um caminho de conexão e harmonia e desde então passei a praticar atividades outdoor com mais frequência, buscando superar meus limites com novos projetos. Como guia, descobri uma imensa alegria em proporcionar momentos únicos na vida das pessoas, em fazer com que elas acreditem em seu potencial e vejam que são capazes de coisas extraordinárias, indo muito além do que imaginam.”

O objetivo da expedição da Marcela era o acampamento base, a uma altitude de 5.364 metros. É um trekking que não necessita técnica, mas exige um bom condicionamento físico. Talvez o maior segredo para o sucesso desse desafio seja a aclimatação. Por conta disso, é feita uma programação onde as pessoas avançam gradativamente para que o corpo se adapte ao ar rarefeito.

Durante toda a expedição, levaram cilindros de oxigênio e o rastreador por satélite spot, dando maior conforto e segurança aos participantes. São 13 dias de trekking, caminhando de 6 a 8 horas diárias, em trilhas de terra com muitas pedras.

Apesar de longo, cada dia tem paisagens diferentes, rodeadas por montanhas com altitudes superiores a 8.000m. Magnífico e grandioso!

A viagem deve ser feita de setembro a meados de maio. A média de temperatura varia de 16ºc a 24ºc em Katthmandu e no Vale do Khumbu, onde a trilha é percorrida, a temperatura é mais baixa, podendo chegar a -10ºc no ponto mais alto. Durante o dia a média é de 10ºc a 15ºc.

Para entrar no Nepal é necessário o visto, que pode ser tirado pela internet ou feito no aeroporto, além do pagamento de uma taxa de U$40 no próprio aeroporto. É obrigatório também tomar a vacina contra a febre amarela.

O Nepal é um país pequeno, comparado ao tamanho do Ceará, por exemplo. Apesar de suas dimensões, tem uma cultura riquíssima e de extrema espiritualidade. O hinduísmo é a principal religião do povo nepalês, porém no Vale do Khumbu, onde é feito o trekking para o acampamento base, o budismo tibetano é nitidamente mais presente.

MC: Uma das dúvidas mais comuns é em relação à culinária e ao que vamos comer enquanto estivermos nessas atividades, Marcela?

ML: A culinária nepalesa lembra muito a indiana, temperada e apimentada, mas em todos os lugares a diversidade de pratos é grande atendendo a todos os gostos.

MC: E para dormir? Maior roubada?

ML: Os pernoites são realizados em lodges. Os locais contam com cama, banho quente, refeições e sinal de internet. MS: Além da cultura, espiritualidade e culinária, o que mais poderia nos contar sobre sua passagem pelo Nepal?

ML: O povo nepalês é muito amoroso e lembram do Brasil fazendo uma referência ao futebol. Na capital Kathmandu, o que mais chama atenção é o trânsito da cidade. É um caos organizado onde carros, motos, bicicleta e tuk tuk se cruzam em ruas empoeiradas e sem sinalização.

MC: E sobre a sua expedição?

ML: Nosso grupo contava com participantes com idades entre 46 e 60 anos e todos completaram o circuito no tempo programado. No último dia, tivemos a oportunidade de fechar nosso tour com um voo panorâmico de helicóptero, sobrevoando todo o Vale do Khumbu, até o acampamento avançado do Everest.

MC: Voltaria para lá?

ML: Se eu voltaria? Claro! Aliás, voltarei. A minha próxima expedição ao acampamento base já está confirmada para 2018. E aí? Se animou? Então se levanta do sofá e vai para as montanhas! Abraços e bons ventos!

  • é professor de Educação Física e empresário. Participa de provas longas de corrida de aventura desde 2003 e de ultramaratonas desde 2007, entre elas, a corrida de aventura na Patagônia Chilena, com 1.112km. Mauro Chasilew

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