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Maior Eclipse do Século

“Como todos ficaram sabendo, tivemos o “maior eclipse lunar do século”

No dia 27/07/2018. Foram quase 1h30 na fase total.
Eu como entusiasta da fotografia, não podia perder essa oportunidade.

Na noite do dia 26/07, coloquei as pressas na mochila todo meu equipamento de fotografia. Não é muita coisa, se resume a uma câmera (t3i da Canon), uma lente (18-55mm) e um tripé.

Como ainda não sabia o local que ia fotografar, tive que ir precavido. Coloquei o case da câmera dentro de um saco estanque da Sea to Summit (https://www.ontherocksaventuras.com.br/index.php?route=product/search&search=saco%20estanque&description=true) e usei a minha mochila Deuter Act Trail (https://www.ontherocksaventuras.com.br/mochila-deuter-act-trail-pro-34-azul–verde?search=act%20trail&description=true) para acondicionar tudo. Gosto bastante dela pois consigo levar o meu tripé com segurança.

Equipamentos em mãos, eu precisava apenas do local.

Durante os rápidos intervalos que eu tive, usei o site https://app.photoephemeris.com/ para planejar a foto.

Nele eu consigo saber com exatidão a hora e a direção exatos do nascer e pôr do sol e lua.
Precisava conciliar um local de rápido acesso e que me proporcionasse um ângulo diferente. Após alguns minutos, decidi fazer no Leblon, próximo ao mirante.

16:00

Sai correndo da loja e peguei o metrô, desci na estação Antero de Quental e fui caminhando em direção a Avenida Niemeyer. Eram umas 16:40 e já pude ver vários fotógrafos se preparando. Pensei comigo mesmo: “Preciso achar um local diferente… Já sei!”.

Olhando para as pedras que ficam abaixo do Mirante do Leblon, vi umas formações interessantes. Aguardei a chegada da minha esposa e fomos para lá.

Como eram de difícil acesso, pude ficar mais a vontade para planejar.

Os minutos foram passando, a ansiedade aumentando… Eram 17:30 e nada da Lua aparecer.

Consultei os noticiários e vi que estava previsto para 17:34. Ok!

17:35 – Nem sinal da Lua.

17:40 – Nada ainda.

Pensei: “Será que errei no cálculo?”. Olhei em direção a outro fotógrafos e vi que eles pareciam perturbados também. Como eu estava em um ângulo mais baixo e restrito, isso me deu um alívio. Queria dizer que a lua não tinha aparecido ainda.

Abri o app Stellarium Mobile no meu telefone e levei um susto.

Eram 17:48, a Lua já deveria estar acima do horizonte. Mas não via “nada”

Já meio desanimado, fiquei batendo papo com a minha esposa. De repente, ela aponta e fala:” -Amor, olha lá a Lua!”.
Virei e não vi nada: “-Aonde?!?!”
“-Lá, bem acima do horizonte”

Com muito esforço, pude vê-la. A poluição e uma névoa estavam ocultando ela.
Como já estava a uma certa altura, tive que mudar todos os planos. Mesmo com o mar agitado, resolvi descer mais. Praticamente no nível do mar.

Algumas ondas mais forte estouravam e me molhavam com seu sopro úmido.

Eu não conseguia enquadrar a Lua como eu queria, o mar estava perigoso e ela subindo.
Consegui aproveitar apenas duas fotos. Não fiquei satisfeito, mas foi o melhor que deu para fazer em segurança.

 

Ao voltar para o nível da rua, pude ver uma cena bem feliz. Centenas de pessoas juntas, gente que saiu do trabalho, da academia, ou da própria casa com o mesmo objetivo. Parar e olhar o céu.

Talvez esse tenha sido o verdadeiro e raro evento do século. 🙂
Quando foi a última vez que você parou e apenas olhou para o céu?
Até uma próxima!”

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